11-10-2011, 11:20 AM
(This post was last modified: 11-10-2011, 02:14 PM by Nuno Vitoria.)
É o fim do mundo, o apocalipse, a catástrofe-mór da história da humanidade. E tudo porque um dia eu estive no México!!
A história conta-se de forma muito simples. Fui para Puebla passear o meu Mini em mais uma prova do Challenge. Eta pista filha da mãe que patina por tudo quanto é lado. A culpa, essa, é dos Mariachis, que com os sombreros, com as suas violas e as lantejolas e penduricalhos, se põem a cantar lá-lá-lá-larai-lai-lai e La Bamba e o catano, e depois põem-se as mexicanas a dançar em tudo quanto é lado, e depois enchem o alcatrão de pó. Van dormir la siesta, pá!!
Bien, ainondie é que yo yia?? Ahm pois yé! Qualificação. Comi chili feito com uns sacanas de uns jalapeños que aquilo até fumegava. A tripa estava meio às voltas mas tinha mais era que me amanhar, pois a qualificação estava aí. Meto-me no carro e a coisa estava preta. Eina cum catano, que o meu intestino parecia uma peúga numa máquina de lavar. Não aguentei mais: chego à recta da meta e largo um valente e malcheiroso aroma com a minha marca registada, sem contemplações. O ambiente era insuportável, mas a cada rajada o carro dava mais 12 km/h, estilo um KERS sem necessidade de baterias! Não fosse o Jorge Costa pesar 10kg e o Rui Oliveira ter motor de Ferrari no Mini dele e a Pole era minha. No final, abri a porta e saltei de alegria com o 3º lugar na grelha. Curiosamente, todos os que vinham a correr para me congratular deram imediatamente meia volta e aplaudiram do outro lado da pista. Um dos mecânicos desmaiou antes de lá chegar. Não percebi porquê...
Chega a primeira corrida. Os efeitos dos jalapeños ainda estão potentes. Logo no arranque, passo o mini-Jorge e entro em perseguição ao Rui Oliveira. Volta após volta, os três vamos cavando um fosso para os restantes. Em certas partes da pista, vestigios de pilotos mal-dispostos disperçam-se pelo asfalto, não percebo porquê... Entretanto, o pequenito Jorge, rápido como uma avestruz bebé, passa por mim. No entanto, o Rui Oliveira tem os pneus cheios de vómito, coitado. Acabo em segundo, mas só me deixam ir ao pódio sozinho. Brinquei com o champanhe e comemorei o meu primeiro pódio na mais completa solidão. Não faço a mínima ideia porquê...
Corrida dois. Já sinto a barriga menos carregada, mas isso pode ser mau: significa que terei menos KERS. Bom, saindo da 7ª posição, fui sempre andando ligado ao grupo da frente. O Rui Oliveira fugiu, mas o 2º esteve várias vezes em vista. O meu KERS não estava tão eficiente, as bufa...radas já não provocavam o impulso necessário para permitir uma ultrapassagem sem espinhas e fui-me mantendo entre o 5º e o 6º lugar. Era, no entanto, evidente a má disposição de alguns pilotos. Quando passava por eles, a sua cara demonstrava um claro mau estar, verdes de cara, muito abatidos.... O Mário Morais era claramente uma dessas pessoas, que já nem a direito conseguia andar. Pior que um bêbado a dirigir-se para a tasca mais próxima, o Mário bailava na pista sem Mariachis a tocar, o que lhe valeu o epiteto de Bailarino Surdo... Na entrada da última volta, com uma última gazada para dar, ultrapasso o sorna do Fábio Assunção (que ficou a dormir na primeira corrida) e o Ricardo Ribeiro. Colo-me à traseira do Ruben Moreira para uma ultrapassagem de génio, dou-lhe com fé no KERS e... O MÁRIO APARECE-ME À FRENTE!!!! TRASSSSS!!!! Carro todo f******, vidros partidos e, pior que tudo, um bedum de primeira a entrar pelas janelas, que eu não faço puto ideia de onde ele veio!!!! Fiquei enjoado, e ainda saí de pista para o Nuno Ferraz me ultrapassar. Terminei em 7º, triste com o facto de não ter tido uma corrida épica, e convencido que os mexicanos são uns porcalhões, tal o cheiro a bufa que impestava o Autodromo de Puebla. Não faço ideia porquê, mas que cheirava, ah isso cheirava e muito!!!
Porque é que é o fim do Mundo? Pelo cheiro a cocó de ontem? Não!!! Foi mesmo porque eu terminei uma corrida no segundo lugar. E por essa razão algo vai mal no mundo!
A história conta-se de forma muito simples. Fui para Puebla passear o meu Mini em mais uma prova do Challenge. Eta pista filha da mãe que patina por tudo quanto é lado. A culpa, essa, é dos Mariachis, que com os sombreros, com as suas violas e as lantejolas e penduricalhos, se põem a cantar lá-lá-lá-larai-lai-lai e La Bamba e o catano, e depois põem-se as mexicanas a dançar em tudo quanto é lado, e depois enchem o alcatrão de pó. Van dormir la siesta, pá!!
Bien, ainondie é que yo yia?? Ahm pois yé! Qualificação. Comi chili feito com uns sacanas de uns jalapeños que aquilo até fumegava. A tripa estava meio às voltas mas tinha mais era que me amanhar, pois a qualificação estava aí. Meto-me no carro e a coisa estava preta. Eina cum catano, que o meu intestino parecia uma peúga numa máquina de lavar. Não aguentei mais: chego à recta da meta e largo um valente e malcheiroso aroma com a minha marca registada, sem contemplações. O ambiente era insuportável, mas a cada rajada o carro dava mais 12 km/h, estilo um KERS sem necessidade de baterias! Não fosse o Jorge Costa pesar 10kg e o Rui Oliveira ter motor de Ferrari no Mini dele e a Pole era minha. No final, abri a porta e saltei de alegria com o 3º lugar na grelha. Curiosamente, todos os que vinham a correr para me congratular deram imediatamente meia volta e aplaudiram do outro lado da pista. Um dos mecânicos desmaiou antes de lá chegar. Não percebi porquê...
Chega a primeira corrida. Os efeitos dos jalapeños ainda estão potentes. Logo no arranque, passo o mini-Jorge e entro em perseguição ao Rui Oliveira. Volta após volta, os três vamos cavando um fosso para os restantes. Em certas partes da pista, vestigios de pilotos mal-dispostos disperçam-se pelo asfalto, não percebo porquê... Entretanto, o pequenito Jorge, rápido como uma avestruz bebé, passa por mim. No entanto, o Rui Oliveira tem os pneus cheios de vómito, coitado. Acabo em segundo, mas só me deixam ir ao pódio sozinho. Brinquei com o champanhe e comemorei o meu primeiro pódio na mais completa solidão. Não faço a mínima ideia porquê...
Corrida dois. Já sinto a barriga menos carregada, mas isso pode ser mau: significa que terei menos KERS. Bom, saindo da 7ª posição, fui sempre andando ligado ao grupo da frente. O Rui Oliveira fugiu, mas o 2º esteve várias vezes em vista. O meu KERS não estava tão eficiente, as bufa...radas já não provocavam o impulso necessário para permitir uma ultrapassagem sem espinhas e fui-me mantendo entre o 5º e o 6º lugar. Era, no entanto, evidente a má disposição de alguns pilotos. Quando passava por eles, a sua cara demonstrava um claro mau estar, verdes de cara, muito abatidos.... O Mário Morais era claramente uma dessas pessoas, que já nem a direito conseguia andar. Pior que um bêbado a dirigir-se para a tasca mais próxima, o Mário bailava na pista sem Mariachis a tocar, o que lhe valeu o epiteto de Bailarino Surdo... Na entrada da última volta, com uma última gazada para dar, ultrapasso o sorna do Fábio Assunção (que ficou a dormir na primeira corrida) e o Ricardo Ribeiro. Colo-me à traseira do Ruben Moreira para uma ultrapassagem de génio, dou-lhe com fé no KERS e... O MÁRIO APARECE-ME À FRENTE!!!! TRASSSSS!!!! Carro todo f******, vidros partidos e, pior que tudo, um bedum de primeira a entrar pelas janelas, que eu não faço puto ideia de onde ele veio!!!! Fiquei enjoado, e ainda saí de pista para o Nuno Ferraz me ultrapassar. Terminei em 7º, triste com o facto de não ter tido uma corrida épica, e convencido que os mexicanos são uns porcalhões, tal o cheiro a bufa que impestava o Autodromo de Puebla. Não faço ideia porquê, mas que cheirava, ah isso cheirava e muito!!!
Porque é que é o fim do Mundo? Pelo cheiro a cocó de ontem? Não!!! Foi mesmo porque eu terminei uma corrida no segundo lugar. E por essa razão algo vai mal no mundo!
"I'm a RACER among RACE-CAR DRIVERS. They want to finish, I want to win."
Gilles Villeneuve
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