Hum....é claro que boas mãos (e pés) são excelentes ajudas mas um bom setup é melhor que o código postal...é mais que meio caminho andado.
Apenas sucede que o mesmo setups pode ser bom para uns e mau para outros. Há quem goste de conduzir com sobreviragem e quem goste de sobviragem; há quem goste de cortar tudo o que são correctores, há quem não goste nem de lhes tocar, e tudo isso vai influenciar de sobremaneira o setup.
Pessoalmente acho que existem 3 pontos fundamentais na forma como o carro se conduz e quão rápido o mesmo pode ser conduzido:
1- Springs
2- Roll bars
3- Power/Coast Differential
De nada serve andar a mexer no resto quando o setup construído á volta destes 3 elementos não funciona. Os restantes parâmetros têm efeitos menos visíveis, ou menos pronunciados, na condução do carro. São parâmetros de detalhe, mas que podem, e têm, influência na condução.
Um simples exemplo: o caster. Tem influência de como o carro entra nas curvas e como reage à travagem. Um setup com mais caster irá facilitar a forma como o carro vira para a entrada das curvas mas vai complicar a travagem, tornando esta mais instável (o carro ganhará tendência para desviar-se da trajectória durante a travagem).
![[Image: caster.GIF]](http://luismvsbranco.com.sapo.pt/caster.GIF)
Menos caster............................Mais caster
Imaginem que querem transportar uma mesa. Se quiserem fazer a mesa girar para um lado ou para o outro quanto mais a inclinarem para a frente (mais caster) verão que se mais fácil se torna fazer a mesa girar sobre si mesma. Mas quando a empurrarem para a frente, mantendo a mesma inclinação, a mesa parece querer saltitar nos pés que estão assentes. Este exemplo é bem elucidativo do efeito do caster.
Quanto á questão da configuração do volante e dos pedais julgo que esta acaba mais por resultar da forma como cada um gosta que o carro reage ao input.
Usar a sensibilidade dos pedais (acelerador e travão dentro do próprio jogo) entre 0-15%, significa que é mais fácil controlar quer a aceleração como a travagem. Terá que se movimentar mais o pedal para ter o mesmo efeito dentro do jogo que se usarem 50% ou 60%. Isto acaba por ser útil pois torna mais fácil dosear a aceleração e travagem. Torna possível mexer mais o pé (pressionar mais ou menos) sem que a reacção no jogo seja tão brusca.
Contudo temos o reverso da moeda. No final do curso de aceleração do pedal a aceleração/travagem será mais sensível ao movimento do pedal. Significa que quando se carrega a fundo no pedal a última parte do curso será aquela que terá uma maior reacção no jogo.
![[Image: gráficos.GIF]](http://luismvsbranco.com.sapo.pt/gráficos.GIF)
0-15%...............................80-90%.....................................50%
Os 3 gráficos mostra a forma como o jogo reage ao movimento do pedal, sendo mais brusco no final do curso com uma sensibilidade baixa, mais reactivo no início do curso do pedal com sensibilidade mais alta, e constante durante todo o curso com sensibilidade a 50%.
Pessoalmente recomendo uma baixa sensibilidade para os pedais. A utilização de uma sensibilidade baixa também é uma forma de reduzir o desgaste prematuro dos pneus já que permite controlar melhor a aceleração e a travagem durante a maior parte do curso do pedal. Quando for preciso uma aceleração/travagem forte então é por a tábua no fundo.