27-06-2005, 10:56 AM
Estás a debater-te com o que é provavelmente a maior dificuldade do GTR: andar depressa mas a um ritmo consistente.
Como já foi dito a pressão dos pneus e, é claro, o tipo de pneus tem um papel muito importante nas corridas longas (+1 hora), mas é óbvio que em corridas com duração inferior, (<1 hora, incluindo as de 30 minutos) quanto mais equilibrado o carro estiver e menor desgaste de pneus melhor, como óbvio.
Existem vários factores que influenciam de forma determinante o equilíbrio do conjunto, mas de estes, e pondo de parte erros de condução, como travagens queimadas, peões, fugidas de frente, etc, as que mais peso acabam por ter no estado dos pneus são:
1- pressão adequada dos pneus (a pressão é sempre alterada com os pneus a frio)
2- pressão e distribuição da travagem
3- camber
4- springs
5- roll bar
6- differential (coast e power)
Ora vamos por partes.
1. A pressão dos pneus é essencial que os pneus tenham uma temperatura uniforme em toda a zona de contacto. Se tiverem pressão a mais o centro do pneu fica mais quente. Se o inverso as zonas exteriores terão temperaturas superiores. A pressão dos pneus deve ser utilizada no final dos restantes acertos para acertar com maior precisão a zona do pneu em contacto com a estrada. Caso os pneus mantenham temperaturas de funcionamento muito baixo deve diminuir a pressão dos pneus. Um bom exemplo disto é a pista do Estoril em que a pressão dos pneus da frente anda a rondar os 130, enquanto em Monza, por exemplo, usa-se +140, isto para o mesmo tipo de pneu e para o mesmo tempo de corrida (medium 45 minutos). A utilização de borrachas mais duras permite utilizar pressões de pneus mais baixas até uma variação de 8, variando entre as várias pistas. Isto porque borrachas duras demoram mais a aquecer e, por regra, funcionam sem atingirem temperaturas tão altas como as borrachas mais moles.
2. A pressão de travagem pode provocar sistemáticos bloqueio de rodas, o que provoca desgaste dos pneus e perda de performance por aumentar, e muito, a temperatura do pneu. Enquanto não conseguires controlar bem a travagem com 100% de pressão, aconselho-te a reduzir para 95% e, se vires que é necessário, para 90%. Além disso com pressão de travagens mais altas podes com maior facilidade perder o controlo na travagem por começares a virar ainda a travar, sendo que o excesso de travão pode provocar derrapagens ou peões. Por regra uso 100%, excepto em algumas pistas que uso 95%, mas são só umas 2.
3. O camber influencia a forma como os pneus aquecem entre zona exterior, meio e zona interior. Quanto mais negativo o camber maior o aquecimento interior. Maior aquecimento dos pneus menor a performance e maior desgaste. Quando se acerta o camber terá que se compensar com toe-in e toe-out. Quanto mais dura a suspensão (molas) menor a necessidade de camber (camber negativo)
4. As molas (springs) tem também influência na performance dos pneus. A frente mais mole que a traseira irá permitir que os pneus da frente aqueçam mais que os de trás, pois o frente admite uma maior aderência por ser mais mole. Barcelona é um exemplo onde uso um setup com a frente mais mole que a traseira (para aí 290 frente e 310 traseira)
5. Roll bar permite controlar o movimento do carro em curvas média e rápidas. Usar o rear roll bar na casa de uns 30 a 40% da dureza dos da frente (ex. 150 frente 50 traseira) permite que a tendência do carro para sair de traseira nessas curvas diminua. Evita um exagerado escorregar durante a curva e permite sair com melhor tracção e, por isso, acelerar melhor. Em alguns caso chego a utilizar relações como 190-60 e 210-80. Por outro lado a melhor tracção evite um exagerado patinar das rodas traseiras quando em aceleração pelo que os pneus não aquecem tanto e mantêm-se em melhor estado e com um nível de performance constante.
6. Por último o differential controla como as rodas de tracção se comportam em desaceleração e aceleração (coast e power, respectivamente). Se achas que o carro quer fugir muito de traseira durante as curvas (média lentas ou lentas), ou à entrada das mesmas, quando levantas o pé do acelerados, aumenta o differential coast. Chego a utilizar 20-80 (power-coast).
Existem mais factores que influenciam um bom acerto do carro e todos eles se interligam. Quando mexes num afectas todos os outros. A não ser que saibas exactamente qual o resultado que vai ter nunca mexes em mais que um em simultâneo antes de experimentares que resultado vai dar.
Finalmente os pneus Medium duram bem 40 minutos, mas sem atravessadelas ou travagens queimadas. Em algumas pistas, com bons acertos, podes usar Soft/Medium (frente/trás) para corridas de 30/36 minutos
Como já foi dito a pressão dos pneus e, é claro, o tipo de pneus tem um papel muito importante nas corridas longas (+1 hora), mas é óbvio que em corridas com duração inferior, (<1 hora, incluindo as de 30 minutos) quanto mais equilibrado o carro estiver e menor desgaste de pneus melhor, como óbvio.
Existem vários factores que influenciam de forma determinante o equilíbrio do conjunto, mas de estes, e pondo de parte erros de condução, como travagens queimadas, peões, fugidas de frente, etc, as que mais peso acabam por ter no estado dos pneus são:
1- pressão adequada dos pneus (a pressão é sempre alterada com os pneus a frio)
2- pressão e distribuição da travagem
3- camber
4- springs
5- roll bar
6- differential (coast e power)
Ora vamos por partes.
1. A pressão dos pneus é essencial que os pneus tenham uma temperatura uniforme em toda a zona de contacto. Se tiverem pressão a mais o centro do pneu fica mais quente. Se o inverso as zonas exteriores terão temperaturas superiores. A pressão dos pneus deve ser utilizada no final dos restantes acertos para acertar com maior precisão a zona do pneu em contacto com a estrada. Caso os pneus mantenham temperaturas de funcionamento muito baixo deve diminuir a pressão dos pneus. Um bom exemplo disto é a pista do Estoril em que a pressão dos pneus da frente anda a rondar os 130, enquanto em Monza, por exemplo, usa-se +140, isto para o mesmo tipo de pneu e para o mesmo tempo de corrida (medium 45 minutos). A utilização de borrachas mais duras permite utilizar pressões de pneus mais baixas até uma variação de 8, variando entre as várias pistas. Isto porque borrachas duras demoram mais a aquecer e, por regra, funcionam sem atingirem temperaturas tão altas como as borrachas mais moles.
2. A pressão de travagem pode provocar sistemáticos bloqueio de rodas, o que provoca desgaste dos pneus e perda de performance por aumentar, e muito, a temperatura do pneu. Enquanto não conseguires controlar bem a travagem com 100% de pressão, aconselho-te a reduzir para 95% e, se vires que é necessário, para 90%. Além disso com pressão de travagens mais altas podes com maior facilidade perder o controlo na travagem por começares a virar ainda a travar, sendo que o excesso de travão pode provocar derrapagens ou peões. Por regra uso 100%, excepto em algumas pistas que uso 95%, mas são só umas 2.
3. O camber influencia a forma como os pneus aquecem entre zona exterior, meio e zona interior. Quanto mais negativo o camber maior o aquecimento interior. Maior aquecimento dos pneus menor a performance e maior desgaste. Quando se acerta o camber terá que se compensar com toe-in e toe-out. Quanto mais dura a suspensão (molas) menor a necessidade de camber (camber negativo)
4. As molas (springs) tem também influência na performance dos pneus. A frente mais mole que a traseira irá permitir que os pneus da frente aqueçam mais que os de trás, pois o frente admite uma maior aderência por ser mais mole. Barcelona é um exemplo onde uso um setup com a frente mais mole que a traseira (para aí 290 frente e 310 traseira)
5. Roll bar permite controlar o movimento do carro em curvas média e rápidas. Usar o rear roll bar na casa de uns 30 a 40% da dureza dos da frente (ex. 150 frente 50 traseira) permite que a tendência do carro para sair de traseira nessas curvas diminua. Evita um exagerado escorregar durante a curva e permite sair com melhor tracção e, por isso, acelerar melhor. Em alguns caso chego a utilizar relações como 190-60 e 210-80. Por outro lado a melhor tracção evite um exagerado patinar das rodas traseiras quando em aceleração pelo que os pneus não aquecem tanto e mantêm-se em melhor estado e com um nível de performance constante.
6. Por último o differential controla como as rodas de tracção se comportam em desaceleração e aceleração (coast e power, respectivamente). Se achas que o carro quer fugir muito de traseira durante as curvas (média lentas ou lentas), ou à entrada das mesmas, quando levantas o pé do acelerados, aumenta o differential coast. Chego a utilizar 20-80 (power-coast).
Existem mais factores que influenciam um bom acerto do carro e todos eles se interligam. Quando mexes num afectas todos os outros. A não ser que saibas exactamente qual o resultado que vai ter nunca mexes em mais que um em simultâneo antes de experimentares que resultado vai dar.
Finalmente os pneus Medium duram bem 40 minutos, mas sem atravessadelas ou travagens queimadas. Em algumas pistas, com bons acertos, podes usar Soft/Medium (frente/trás) para corridas de 30/36 minutos

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