24-03-2009, 11:21 PM
(24-03-2009, 02:06 PM)Antonio Sousa Wrote:É verdade foram cerca de 8 minutos de atraso em entrada em campo, provocados pelos jogadores do Benfica ( e permitidos pelo árbitro ) , numa demonstração típica de "chico-espertismo" para ir controlando o resultado do jogo Torriense-Porto. Aparentemente o árbitro deu "apenas" mais 5 ou 6 minutos de prolongamento ( noutra atitude de "chico-espertismo"), numa época em que apenas era permitida uma substituição e o tempo de prolongamente era tipicamente de 1 ou 2 minutos.(24-03-2009, 01:56 PM)Rui Sousa Wrote: Estas a falar do dia 7 de Fevereiro de 1943?!?Esse mesmo, em que os jogadores entraram 7 minutos atrasados do intervalo, e culparam depois o árbitro, e espalharam mentiras sobre isso.
Se te informares devidamente não te acreditas mais nessa mentira.
Vais ver que consegues andar informado, tu consegues que eu sei.
Tou conbicto
Mais do que o tempo de atraso / prolongamente o caso "Calabote" é por muitos outros factores ( bem mais importantes) demonstrativo do que era o Benfica nesses tempos.
Apenas como exemplos :
- No jogo Benfica-CUF, quando a CUF perdia por 5-1, os jogadores da própria CUF ( não é gralha ) pediram ao treinador para substituir o guarde-redes, que aparentemente se comportava de forma .... estranha.
Ironicamente o nome do guarda-redes era ... "Gama".
No final do jogo, que o Benfica ganhou por 7-1, o "Gama" declarou :
"Faz pena, depois de tamanho esforço e tenacidade desenvolvidas verificar que o Benfica não conseguiu o número de golos suficiente para chegar a campeão! E a verdade é que ocasiões não lhe faltaram."
- No jogo Torriense-Porto, estava sentado no banco do Torriense o Argentino Valdivielso, técnico-adjunto do ... Benfica.
A título histórico, fica aqui um excerto do imparcial António Farinha escrito no imparcial Jornal " A Bola" .
"Estava escrito! Estava escrito que o Benfica perderia o campeonato! Eram estas, no final do empolgante e dramático jogo da Luz, as duas frases que britavam dos lábios de uma grande parte dos adeptos benfiquistas. Nem um grito de revolta, nem uma recriminação, nem um queixume. Apenas esta frase, dorida, magoada, empregnada de resignação e conformismo: "Estava escrito!".
Ela bastava, porém, para dizer tudo: para fazer justiça á grande e desafortunada exibição dos jogadores "encarnados"; para evocar as muitas oportunidades de golo perdidas por alguns dos seus avançados; para lastimar as atitudes de exacerbada hostilidade dos jogadores cufistas; para gritar o seu protesto contra a fatalidade de um campeonato perdido nos derradeiros instantes.
Mereceria o Benfica ter perdido este campeonato?
A pergunta talvez não tenha cabimento nas linhas desta crónica, que tem de cingir-se, apenas, aos acontecimentos do encontro da Luz. Calma e imparcialmente, porém, temos de convir que na medida em que a questão do título estava dependente do número de golos que o Benfica marcasse na Luz, os seus jogadores e adeptos têm razão para se sentirem injustamente despojados do triunfo final. É que, independentemente das circunstâncias em que decorreram os últimos minutos deste histórico domingo de futebol; indepentemente mesmo do grande nível da exibição produzida pela equipa "encarnada", o Benfica poderia, deveria e merecia ter vencido a CUF por diferença superior a 6 golos"
(...)
"...a CUF não jogou, exclusivamente para si, mas também para uma outra equipa (a do FC Porto) que estava á margem da luta travada na Luz. Se assim foi – e por legítima temos a presunção – cremos existir aqui um problema de ética, digno de, em melhor oportunidade, ser devidamente apreciado e analizado"
(...)
Até que ponto é lícito a uma equipa defender, contra outra, de maneira ostensiva e contrária ás leis e espírito de jogo, os interesses de uma terceira? Não será esse procedimento tão incorrecto e antidesportivo como o inverso, isto é, o de facilitar, propositadamente, com o fim de prejudicar os interesses doutrem, a vitória do adversário? As perguntas aqui ficam, por ora sem resposta. Mas talvez valha a pena, em próxima oportunidade, tomá-las para tema de um artigo.”
Um outro "Jornalista" imparcial, Aurélio Márcio, escreveu uns dias depois :
"O Benfica seria campeão em França e Inglaterra
O FCP conquistou o título por um golo, que tanto pode ser o de Teixeira como o da CUF. Em França e Inglaterra, porém, o SLB seria campeão, pois o seu quociente (3,9) é superior em relação ao do FCP (3,6) (Nota: o quociente calculava-se dividindo o total de golos marcados pelo total de golos sofridos).
Fazemos votos para que numa próxima reforma do regulamento geral da FPF se recorra todos os meios de desempate, menos aos jogos extra, que não condizem com o espírito da competição."
Existem muitos mais episódios caricatos sobre este caso "Calabote" em que efectivamente o menos grave foi mesmo o tempo de prolongamento ....



