20-09-2007, 09:36 PM
Montezemolo e Todt em rota de colisão<!--sizec--><!--/sizec-->
Guerra civil na Ferrari
A situação de Jean Todt na Ferrari complica-se a cada dia que passa, sendo altamente improvável que o francês se mantenha na equipa para além do final da temporada. Acumulando as posições de administrador delegado da Ferrari e de presidente da Gestão Desportiva da Scuderia, Todt arrisca-se a ser afastado da marca de Maranello de forma definitiva, falando-se, agora, da possibilidade de rumar à Malásia, para ocupar uma posição de relevo no principal construtor daquele país, a Proton.
Os desentendimentos entre Jean Todt e Luca di Montezemolo iniciaram-se em meados do ano passado, quando o italiano queria manter Schumacher na Scuderia e chamar Kimi Raikkonen para ser o seu companheiro de equipa. Mas Jean Todt fez tudo o que estava ao seu alcance para desencorajar o piloto alemão, retirando do seu contrato as cláusulas que protegiam o seu estatuto na equipa, para o pressionar a abandonar as pistas, abrindo as portas à manutenção de Felipe Massa, a quem está ligado comercialmente.
Tendo-se conformado com o abandono de Schumacher, Montezemolo quis, depois, que o alemão se ocupasse dum novo programa de pilotos jovens, mas também aqui Todt atravessou-se no seu caminho, por pretender que fosse o seu filho Nicolas a gerir este novo programa. Já prevenido quanto à nova postura do homem que foi o seu grande aliado de Julho de 1993 até meados do ano passado, Montezemolo foi mais lesto neste caso e simplesmente mandou congelar o projecto de colocar de pé um programa para desenvolvimento dos novos pilotos, mesmo se tem Schumacher em campo a identificar jovens talentos no karting.
Marchionne contra Todt
Para agravar a posição de Jean Todt, a crescente importância de Sérgio Marchionne no seio do grupo Fiat colocou em posição de destaque este italiano, com quem o francês tem péssimas relações. Aliando-se a Montezemolo, depois dum período em que estiveram em concorrência directa pelos favores da família Agnelli, Marchionne tem sido muito negativo em relação a Todt de cada vez que lhe são colocadas questões sobre o francês, não perdendo a menor ocasião para lhe retirar importância.
Numa entrevista muito recente ao prestigiado Il Giornale, o CEO da Fiat disse mesmo que «em relação à equipa Ferrari o que me interessa é que este ano não obteve resultados e há que retirar as devidas ilações deste facto.» Questionado sobre a posição de Todt, Marchionne preferiu responder que, «Luca di Montezemolo sabe muito bem o que fazer para a equipa ter sucesso, pois sempre que se ocupou da Ferrari os resultados foram excelentes.» Depois, recusou-se a comentar qual o futuro do francês, deixando, de forma indirecta, uma enorme ameaça sobre a manutenção de Todt aos comandos da Scuderia.
Segundo fontes italianas Todt vai mesmo ter de ceder o seu lugar na Gestão Desportiva a Mário Almondo, com Ross Brawn a recuperar o lugar de Director Técnico, mas com poderes muito reforçados relativamente ao passado recente, enquanto para o lugar de administrador delegado da Ferrari o mais provável é aparecer alguém que ocupe o posto por algum tempo até Montezemolo regressar. Isto porque o italiano vai ter de ceder o seu lugar no grupo Fiat a John Elkan, o herdeiro designado da família Agnelli, o que deverá acontecer dentro de um ou dois anos.
FONTE: http://autosport.clix.pt/gen.pl?p=stories&...s.stories/33805
Guerra civil na Ferrari
A situação de Jean Todt na Ferrari complica-se a cada dia que passa, sendo altamente improvável que o francês se mantenha na equipa para além do final da temporada. Acumulando as posições de administrador delegado da Ferrari e de presidente da Gestão Desportiva da Scuderia, Todt arrisca-se a ser afastado da marca de Maranello de forma definitiva, falando-se, agora, da possibilidade de rumar à Malásia, para ocupar uma posição de relevo no principal construtor daquele país, a Proton.
Os desentendimentos entre Jean Todt e Luca di Montezemolo iniciaram-se em meados do ano passado, quando o italiano queria manter Schumacher na Scuderia e chamar Kimi Raikkonen para ser o seu companheiro de equipa. Mas Jean Todt fez tudo o que estava ao seu alcance para desencorajar o piloto alemão, retirando do seu contrato as cláusulas que protegiam o seu estatuto na equipa, para o pressionar a abandonar as pistas, abrindo as portas à manutenção de Felipe Massa, a quem está ligado comercialmente.
Tendo-se conformado com o abandono de Schumacher, Montezemolo quis, depois, que o alemão se ocupasse dum novo programa de pilotos jovens, mas também aqui Todt atravessou-se no seu caminho, por pretender que fosse o seu filho Nicolas a gerir este novo programa. Já prevenido quanto à nova postura do homem que foi o seu grande aliado de Julho de 1993 até meados do ano passado, Montezemolo foi mais lesto neste caso e simplesmente mandou congelar o projecto de colocar de pé um programa para desenvolvimento dos novos pilotos, mesmo se tem Schumacher em campo a identificar jovens talentos no karting.
Marchionne contra Todt
Para agravar a posição de Jean Todt, a crescente importância de Sérgio Marchionne no seio do grupo Fiat colocou em posição de destaque este italiano, com quem o francês tem péssimas relações. Aliando-se a Montezemolo, depois dum período em que estiveram em concorrência directa pelos favores da família Agnelli, Marchionne tem sido muito negativo em relação a Todt de cada vez que lhe são colocadas questões sobre o francês, não perdendo a menor ocasião para lhe retirar importância.
Numa entrevista muito recente ao prestigiado Il Giornale, o CEO da Fiat disse mesmo que «em relação à equipa Ferrari o que me interessa é que este ano não obteve resultados e há que retirar as devidas ilações deste facto.» Questionado sobre a posição de Todt, Marchionne preferiu responder que, «Luca di Montezemolo sabe muito bem o que fazer para a equipa ter sucesso, pois sempre que se ocupou da Ferrari os resultados foram excelentes.» Depois, recusou-se a comentar qual o futuro do francês, deixando, de forma indirecta, uma enorme ameaça sobre a manutenção de Todt aos comandos da Scuderia.
Segundo fontes italianas Todt vai mesmo ter de ceder o seu lugar na Gestão Desportiva a Mário Almondo, com Ross Brawn a recuperar o lugar de Director Técnico, mas com poderes muito reforçados relativamente ao passado recente, enquanto para o lugar de administrador delegado da Ferrari o mais provável é aparecer alguém que ocupe o posto por algum tempo até Montezemolo regressar. Isto porque o italiano vai ter de ceder o seu lugar no grupo Fiat a John Elkan, o herdeiro designado da família Agnelli, o que deverá acontecer dentro de um ou dois anos.
FONTE: http://autosport.clix.pt/gen.pl?p=stories&...s.stories/33805
